O acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi oficialmente assinado em 17 de janeiro de 2026, após mais de duas décadas de negociações. O tratado representa um avanço significativo para o setor da fruticultura brasileira e abre perspectivas positivas para as exportações de uvas do Vale do São Francisco.
Apesar da assinatura, o acordo ainda não está em vigor. Para que as reduções tarifárias passem a valer, incluindo a possível tarifa zero para as uvas brasileiras, o texto precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e ratificado pelos parlamentos nacionais dos países da União Europeia e do Mercosul, incluindo o Congresso brasileiro.
Atualmente, as uvas brasileiras enfrentam tarifas que variam entre 8% e 14% para acesso ao mercado europeu, o que gera desvantagem competitiva em relação a outros grandes exportadores globais. Com a entrada em vigor do acordo, a expectativa é ampliar significativamente a competitividade do produto brasileiro na Europa.
Para o Vale do São Francisco, a medida representa um impacto econômico relevante, facilitando o acesso a um mercado estimado em mais de 450 milhões de consumidores. O novo cenário reforça a importância de investimentos contínuos em qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e eficiência logística, pilares essenciais para aproveitar as oportunidades que se desenham para os próximos anos.
Embora ainda não haja uma data definitiva para o início da vigência das novas regras comerciais, a assinatura do acordo sinaliza um ambiente mais favorável ao comércio internacional e fortalece as perspectivas de crescimento das exportações brasileiras de frutas frescas.